Ceder é se submeter ou cooperar?

Algumas pessoas consideram que ceder é sinônimo de se submeter, perder e ser derrotado.

Sentem-se mal, especialmente quando se trata de ceder no relacionamento afetivo. Não gostam de se sentir comandadas, como se deixassem o outro mandar nelas; querem ter suas opiniões respeitadas e querem que suas opiniões vigorem. Assim se veem seguras e inteiras no relacionamento.


Outras pessoas consideram que ceder é sinônimo de cooperar, dar a vez, compor. Entendem que ceder é necessário, não precisam da última palavra para se sentirem seguras, pedem e aceitam opiniões, sentem-se à vontade em mudar de ideia e se adaptar.


Em qualquer relacionamento, ceder é parte do processo de adaptação e harmonização entre as diferenças dos parceiros. O que é saudável, porém, é o “ ceder ativo” , pois contempla que ambos têm seus pontos de vista estabelecidos, sabem o que querem e se colocam, porém entendem que têm que abrir mão de parte ou de todo seu ponto de vista em alguns momentos, em nome da tomada de decisão que se faz necessária.


Dificilmente, pessoas que vivem juntas terão o mesmo ponto de vista sobre vários aspectos da vida, pois cada uma delas tem necessidades diferentes, histórias diversas,

valores e regras próprios, e por vezes desconhecidos do parceiro. Na vida compartilhada essas diferenças vêm à tona e o casal irá se deparar com elas, e aí terá que negociar e compor.


Na prática, o que parece óbvio nem sempre é fácil de se conseguir, pois no cotidiano buscamos viver em nossa zona de conforto, e isto implica que desejamos que nossa opinião seja ouvida e aceita sem muita discussão. Os seres humanos são seres competitivos, e a luta pelo poder faz parte da nossa história ancestral de sobrevivência. Nossa necessidade de evolução é contínua.


Nossa proposta é que ceder possa ser entendido como “conceder”. Conceder ao

relacionamento a chance de evoluir e continuar crescendo, com base na discussão enriquecedora e no diálogo que aprofunda o conhecimento mútuo. Ter direito de ser e pensar diferente do outro, porém com o propósito de que as diferenças construam um relacionamento mais rico e diversificado, pode levar os cônjuges a ceder como uma atitude consciente em prol da evolução e consolidação de seu projeto de vida em comum.



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