Emancipar-se é tarefa de quem?

Atualizado: Jan 3



Tornar-se adulto é tornar-se capaz de gerenciar a própria vida, responsabilizar-se pelas próprias atitudes e responder por si mesmo.


Há famílias que estimulam seus filhos desde cedo para crescer. Consideram o crescimento dos filhos um ganho.

Impulsionam seus filhos para esta conquista. Atribuem a eles tarefas, legitimam suas competências, oportunizam escolhas, demandam respostas maduras e cobram responsabilidade.


Outras famílias, por proteção ou medo de fantasmas do próprio passado, transmitem aos filhos a ideia de que eles não são aptos a se administrar e a dar conta da própria vida. Vivenciam o crescimento dos filhos como uma perda. A perda da criança dependente, que preenche a vida dos pais, que os torna competentes no cuidado, que os anima a continuar provendo, que os impulsiona a protegê-los eternamente.


O que acontece com os pais que estimulam os filhos ao crescimento?


Potencializam-se também, liberam os filhos para a vida adulta, e por mais difícil que seja, enfrentam o ninho vazio. Pais e filhos crescem. Pais e filhos se emancipam.


Manter os filhos dependentes terá seu preço. A criança que preencheu o colo dos pais e depende deles mesmo sendo capaz de se virar sozinha, poderá ter dificuldade em crescer e descobrir suas competências. Tende a ver a si mesma incapaz, dependente e insegura. Quando se torna adulto, este filho tende a se manter na condição de filho, olha para si como filho e não como adulto.


Pais e filhos são companheiros de jornada, e a emancipação depende de ambos. Mas os pais são os principais responsáveis pelo impulso e encorajamento desta tarefa. Impulsionar os filhos na conquista da autonomia é o maior sucesso dos pais. Filhos autônomos dão conta da própria vida. Esta é a tarefa maior de educar!


Rosana Ferrari


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